segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Comentários gerais sobre o Wacken – Julio Rezende


3 décadas de Wacken. Isso era bastante esperado. Existiam muitas questões: quais seriam as novidades? Como seria a infraestrutura de apoio, e como funcionaria a programação proposta, tendo em vista que ocorreram críticas, por se esperar os nomes de outras bandas mundialmente conhecidas, além do Slayer.
A grande novidade no Wacken foi a existência de um grande supermercado, bem mais ampliado que nas versões anteriores: o Metal Markt. No supermercado era possível comprar latas de boas marcas de cerveja por menos de 1 Euro e refeições como saladas e sanduiches por em torno deste valor. Isso facilitou a vida das pessoas acampadas, pois há relatos de nos outros anos as pessoas precisarem ir na cidade para adquirirem insumos nos supermercados locais. Novidade também de um camping maior.
Chegando na cidade de Wacken, distante uma hora ao norte de Hamburgo, chama atenção a emocionante recepção dos moradores aos visitantes. O evento é um marco para a pequena cidade de menos de dois mil habitantes, sendo a segunda principal atividade econômica depois da agricultura. Na chegada há um pouco de congestionamento para o acesso aos estacionamentos. Então no caminho, adultos e crianças aproveitam para vender bolos, salgados, água, refrigerante e cerveja.
Chegando na área do festival, o que chama a atenção do Wacken é o grande camping com algumas dezenas de hectares criados para receber milhares de pessoas de várias partes do mundo. Observa-se uma grande variedade de veículos de todos os tipos: novos, velhos, pequenos, grandes e até militares. Muitos escrevem WOA(Wacken Open Air) mostrando a identidade com o festival.
Não foi possível registrar casos de briga, furtos ou consumo de drogas, algo que se esperaria de um estereótipo para os headbangers. Entre os brasileiros, estavam professores, médicos, empresários, funcionários públicos e pessoas de várias ocupações.
A representação brasileira estava em mais de 100 participantes através da excursão e acampamento organizada por Makila Crowley. O acampamento tinha infraestrutura de apoio como gerador, banheiro feminino, área de recepção, mesas de refeição e birita, tendas, carregamento de celular, freezer para guardar as latas de cerveja e carregador dos telefones de celular e um bom café da manhã, além de Makila e a equipe de apoio formada pelos Joãos e Rafael. Haviam também outros brasileiros em seus próprios acampamentos como os natalenses Marcos Flávio, Danielle, Paulo Borges, Matheus e Leônidas. Em todos os casos boas avaliações do Wacken e positivas interações dos brasileiros com os alemães.
Pode-se dizer que o Wacken é um grande festival de verão no qual muitos alemães estabelecem seus acampamentos, muitas vezes nem assistindo o festival, apenas para tirarem seus trailers da garagem, se reunirem com os amigos, se embriagarem, dar uma aliviada, e retornarem aos seus empregos. O Wacken, desse modo, é um destino de verão para muitos alemães, considerando ainda que a cidade está no norte do país e que dificilmente seria possível utilizar as praias devido ao frio. Assim, muitos optam por ir para o festival. E os cidadãos da cidade recebem muito bem os visitantes, pois o festival tornou a cidade conhecida em todo o mundo, atraindo turistas de todas as regiões do planeta.
Ao final, boas avaliações sobre o festival, a programação e o acampamento de Makila Crowley. Algo que ajudou o evento foi a pouca quantidade de chuva, o que algumas vezes gerou a suspensão de apresentações e que em outras edições gerou dificuldades logísticas, como atolamentos. O evento tinha boa infraestrutura de água potável, banheiros, chuveiro coletivo e segurança. Tudo muito bem mantido.
Destacaria como ponto alto o palco Biergarden no qual era possível assistir bons shows, sentado em grandes mesas com petiscos e tomando uma cerveja Franciskaner. Muito interessante visitar a vila Viking com muitas lojas, tendas e opções de alimentação. A programação se estende na madrugada, sendo poucas as horas de descanso para procurar atender a programação. Ao final as dúvidas sobre o festival foram substituídas por satisfação e vontade de voltar. Os ingressos da edição de 2020 terminaram no dia seguinte. Mais de 50 mil ingressos vendidos em poucas horas. O resultado final é observar um Metal rejuvenescido, diverso, com espaço para várias possibilidades, novas bandas, rejuvenescimento e criatividade: isso é muito positivo e nesse clima o que resta é o fortalecimento de amizades antigas e a criação de novos amigos.

domingo, 4 de agosto de 2019

Powerwolf – Wacken – 3 de Agosto de 2019 – 20h30m


Muitos que foram ao Wacken queriam assistir a banda alemã Powerwolf. A banda é muito conhecida na Alemanha e tem público em cada lugar do planeta. A banda se apresentou no palco Faster às 20h30m. Tocaram inicialmente Fire and Forgive e Army of the Night. Em seguida a temática Incense & Iron, com grande participação do público. Chama a atenção a maquiagem e o figurino da banda. Em seguida destilam músicas com refrões marcantes como Amen & Attack, Demons Are a Girl's Best Friend. Merece destaque no projeto musical da banda a participação do teclado, no caso com a participação de Falk Maria Schlegel e como pode ser observado da composição Armata Strigoi. O palco apresenta a cenografia de um velho castelo em ruinas. Tocaram Stossgebet e em seguida talvez a música mais conhecida e bonita da banda: Blessed & Possessed do algum homônimo de 2015. Para a execução de Where the Wild Wolves Have Gone, o vocalista Attila Dorn pede para que todos acendam a luz dos seus celulares, formando uma incrível imagem da audiência. Talvez esse tenha sido o momento mais emocionante do show. Ainda tocaram excelentes músicas do repertório da banda: Resurrection by Erection, Sanctified With Dynamite e Werewolves of Armenia. Em alemão, na abertura da música We Drink Your Blood, faz uma espécie de comunhão cristã com uma taça de vinho e incensos. A música é muito celebrada e é bem guardada para encerrar essa apresentação quando a noite já havia chegado. O Powerwolf se confirma como uma das bandas mais consistentes do cenário do Heavy Metal atual, tendo lançado excelentes trabalhos nos últimos anos: Blessed and Possessed (2015) e The Sacrament of Sin (2018). Isso explica o interesse de tantas pessoas na apresentação da banda.

Bullet for my Valentine – Wacken – 3 de Agosto de 2019


O Wacken 2019 teve muitas bandas de metalcore. Uma das mais conhecidas é o Bullet for my Valentine do Reino Unido. A banda se destaca pelo guitarrista Matthew Tuck e o baixista Jamie Mathias que intercalam os vocais que modulam o melódico e  agressivo. Nesse estilo perfilam composições como Don't Need You, Over It e 4 Words (To Choke Upon). A audiência já mostrava um pouco cansada após tantas bandas e esse já ser um dos últimos shows do Wacken, já às 18h45 do dia 3 de agosto, apesar de haver muita gente assistindo. A partir de Suffocating Under Words of Sorrow (What Can I Do) o público vai esquentando mais.
Seguem The Last Fight, Venom, Worthless, Piece of Me, Alone e Scream Aim Fire. You Want a Battle? (Here's a War) tem uma boa participação do público a partir de seu refrão. A música seguinte é No Way Out após um breve intervalo, com um wall of death destruidor e circle pit envolvendo muita gente. É uma celebração. De bis a banda toca: Your Betrayal, Tears Don't Fall e Waking the Demon. Muita diversão. O show do Bullet for my Valentine
Funciona quase como uma despedida do Wacken. Dá para sentir o gosto do fim da festa e alguns aproveitam esses últimos momentos dessa apresentação consistente.

Autor: Julio Rezende

Battle Beast – Wacken – 3 de agosto de 2019


O Wacken proporciona conhecer bandas desconhecidas. Isso foi o caso da banda Battle Beast para mim. Battle Beast é uma banda finlandesa que mescla power metal e hard rock, tendo a vocalista Noora Louhimo na sua formação desde 2012. A banda executou um setlist de pouco mais de 1 hora as bandas Unbroken, Familiar Hell e Straight to the Heart. A banda possui algumas baladas como Endless Summer. Tinha muita gente assistindo. A banda já havia tocadono Wacken em um palco menor, mas dessa vez a banda ganha relevância ao tocar no palco Faster para um grande público. Seguem um dos hits da banda: Out of Control. A banda já possui 5 álbuns tendo algumas músicas alcançado boas posições nas paradas de algumas rádios europeias. Seguem bons exemplos de power metal como The Golden Horde, Bastard Son of Odin, The Hero. Nota-se muita brincadeira e diversão por parte da banda como ocorreu com as últimas músicas apresentadas. Seguem outras boas composições: Eden, No More Hollywood Endings, King for a Day e Beyond the Burning Skies. A banda já excursionou com o Sabaton sendo banda de abertura, um indicativo do respeito que a banda merece.

Parkway Drive - Wacken - 3 de agosto de 2019


Parkway Drive é uma banda australiana de metalcore. O show teve início com um vídeo intro bem interessante que se casa com a proposta da banda. Algo que surpreendeu na apresentação da banda é que eles vieram caminhando entre o público sob a luz de tochas e a proteção de seguranças. Isso chamou muito a atenção. A banda transpassa o alambrado de acesso e sobe ao palco. A primeira música que tocaram foi Wishing Wells. E pegue Circle Pit. A segunda música, Prey, foi muito bem acompanhada pela audiência, a partir do refrão marcante. Winston McCall apresentou o baixista Jia O'Connor que estava com a perna quebrada. O baixista foi trazido pela mãe em uma cadeira de rodas. Sem dúvida uma cena difícil de imaginar em um show de Metal . A banda executa então Carrion. Merece destaque à música Vice Grip por sua musicalidade. Há muita alegria nessa música. Winston McCall agrada muito na sua forma de comunicação que muitas vezes lembra a musicalidade de algumas bandas e vocalistas alemães. O repertório da banda apresenta boas músicas: Karma, Cemetery Bloom, The Void e Idols and Anchors, essa um pouco mais lenta. A próxima música ele promete algo mais pesado: Dedicated. É possível ver a formação de um grande wall of death, a poeira subindo e muito circle pit. Merece o destaque muito marcante do baixista Jia O'Connor. Winston McCall pede: não descance, vem muito mais destruição. A próxima música: Absolute Power. Algo surpreendente foi ver a introdução da música Writings on the Wall por um quarteto de cordas. O quarteto traz um arranjo especial para a música. A próxima musica, Shadow Boxing, também tem a participação do quarteto. Seguem-se as músicas Wild Eyes e Chronos. Dá para ver porque a banda era tão esperada. A proposta de melodia traz participação de grande parte do público. A banda toca as músicas Crushed e Bottom Feeder de bis. Foi mais de 1 hora e meia de música bem aproveitada pela audiência com agitaçãoe disposição do início ao fim.

Of Mice & Men – Wacken – 3 de agosto de 2019


É possível esperar que o show do Of Mice & Men haverá muita agitação. É exatamente isso que acontece já na primeira música Warzone, com muitos mosh pits.  Seguem as músicas Defy e Would You Still Be There. O vocalista Aaron Pauley substituiu Austin Carlile à altura. Aaron Pauley era o baixista da banda e agora assume a função de agitar a audiência. Tocam Earth & Sky. E na música How to Survive dá para ver um grande circle pit. Há muita fúria nesta música.
Of Mice & Men é uma banda californiana de metalcore. Na música O.G. Loko ocorreu um grande wall of death e pegue circle pit e poeira subindo. Aaron Pauley corresponde a atenção do público modulando seu vocal melódico e agressivo. Ainda executaram Unbreakable, On the Inside, Mushroom Cloud, Bones Exposed, Instincts, Pain, You Make Me Sick e The Depths.
É redundante dizer que o show foi um dos mais destruidores do Wacken, com mosh pit, circle pit, wall of death, equilibrando em tudo isso segurança e delicadeza, se é que isso é possível. Muita gente deve ter levado para casa uns hematomas de lembrança dessa apresentação.

Autoria: Julio Rezende

sábado, 3 de agosto de 2019

Slayer - Wacken – 2 de agosto de 2019


O show da banda teve início ao término do Demons & Wizard que haviam tocado no palco ao lado. Isto é, já haviam alguns fãs cansados de uma maratona de shows. A caveira de boi em chamas entre os dois palcos foi acesa na apresentação anterior e dava ao show do Slayer uma cenografia toda especial.
Após a cortina cair, como parte da cenografia, havia uma flâmula translucida que cobria todo palco onde foram projetadas imagens de cruzes que rodavam até ficarem invertidas. O set que se seguiu foi: Repentless, Evil Has No Boundaries, World Painted Blood, Postmortem, Hate Worldwide, War Ensemble, Gemini (do album pouco conhecido Undisputed Attitude – 1991), Disciple, Mandatory Suicide, Chemical Warfare, a pouco conhecida Payback. O repertório ainda teve muitas boas músicas como: Temptation, Born of Fire, Seasons in the Abyss, Hell Awaits, South of Heaven, Raining Blood, Black Magic, Dead Skin Mask e encerrando com a avassaladora Angel of Death.
Pode-se dizer que o repertório do Slayer foi bem variado cobrindo toda a história da banda, sendo a apresentação mais esperada da noite. Para alguns fãs, como eu, era a banda preferida do festival.
Merece destaque no Wacken o suporte cenográfico de explosões e chamas, o que dá uma vida especial para algumas apresentações. No palco haviam chamas que se cruzavam formando uma cruz invertida, entre outros efeitos performáticos.
Tom Araya, um dos melhores headliners do mundo, mostrou-se disposto durante a apresentação. Merece destaque de uma das guitarras de Gary Holtz, já no final do show, com um adesivo dizendo Hannemann Still Reining, uma menção e lembrança ao legado do guitarrista e compositor Jeff Hanneman. Todos devem a Hanneman, um dos maiores compositores do Heavy Metal.
Posso dizer que o final do show foi meio melancólico, com os membros de pé no palco com as luzes acesas, como uma expressão de tristeza e lamentação, por a banda já ter dado tudo o que podia ter dado em termos de processo criativo. Diferentes de outros formatos de apresentações, no Wacken não há espaço para músicas extras. O tempo é todo contado, de modo a não atrasar as outras apresentações. Ficou a expectativa de mais, como um desejo que esta banda tenha vida longa e que esta não seja um dos últimos shows da Final Tour. A promessa é que a banda termine, após uma longa tour de shows em muitas cidades em quase todos os continentes.

Within Temptation – Wacken – 2 de julho de 2019


A apresentação do Within Tempetation foi uma das maiores apresentações do Wacken. Foi possível ver muitas pessoas emocionadas com a apresentação da banda, em especial com a performance da vocalista Sharon den Adel que foi ganhando cada vez mais confiança ao longo da apresentação.
Essa foi a terceira apresentação da banda no Wacken que foi crescendo após a primeira música Raise Your Banner, ainda não muito conhecida por todos, por ter sido lançada em 2019 como parte do álbum Resist. A canção seguinte The Reckoning, também do mesmo álbum, trouxe o que a banda tem de novo para mostrar. A terceira música foi a pesada Stand My Ground do álbum The Silent Force. A partir desta música vai crescendo o impacto junto ao público.
Todos destacam a evolução da banda holandesa melodicamente desde que foi criada em 1996, o que pode ser notado na execução da composição In the Middle of the Night. The Heart of Everything foi a intensa música que se seguiu. Em seguida Ice Queen apresentada de modo acústico. Faster foi outra composição que alcançou destaque nas paradas holandesas, belgas e alemãs quando foi lançada em 2011. Foram ainda executadas Supernova e Paradise (What About Us?). Ainda tocaram What Have You Done que ficou bem conhecida a partir da parceria com Tarja Turunen. As duas últimas músicas foram: Mad World e Mother Earth.
Foi muito bonito ver a relação de empatia entre a vocalista e o público ao longo da apresentação no palco Harder, mesmo palco onde o Slayer tocaria em seguida. A apresentação da banda durou um pouco mais de uma hora, tendo iniciado às 19h30m do dia 2 de agosto de 2019.

Autor: Julio Rezende

Queensrÿche – Wacken - 2 de julho de 2019


O concerto do Queensrÿche teve início com boas condições de tempo com a apresentação de duas músicas recentes: Blood of the Levant e I Am I. Foi possível já notar uma performance bem mais segura do vocalista Todd La Torre quando comparada com a última apresentação da banda no Wacken em 2015. Executaram NM 156 (do álbum The Warming). A quarta música foi Walk in the Shadows do album Operation Mindcrime trazendo o seu refrão uma grande participação do público.
A banda tocou alguns clássicos que foram importantes no final da década de 80 e início dos 90:  Queen of the Reich,  Operation: Mindcrime,  Queen of the Reich (clássico),  Screaming in Digital, Take Hold of the Flame e Jet City Woman (do Empire), Empire. A última música também é bem conhecida pelo público: Eyes of a Stranger do álbum Operation Mindcrime.
Pode-se dizer que o Queensryche agradou muito aos fãs, mas também aos curiosos. A boa apresentação consolida uma trajetória concreta da banda sem o ex-vocalista Geoff Tate que deixou a banda em 2012.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Hammerfall – Wacken – 1 de agosto


No início do show é projetado um clipe do Hammerfall divulgando datas da tourneé da banda em 2020. A banda se apresentou no palco Harder. A banda sueca apresenta a mesma formação com Joacim Cans (vocais), Oscar Dronjak (guitarra), Pontus Norgren (guitarra) desde 2009, com a entrada no baterista atual, Fredrik Larsson, em 2014. O entrosamento da banda pode ser percebido no palco, ostentando canções bem conhecidas como Legion, Hammer High. É possível perceber influências do Judas Priest, apesar da banda já ter sua proposta musical bem definida. Seguem clássicos como Renegade e Riders of the Storm já bem conhecidas pelo público, tendo em vista a passagem da banda no Wacken em 1997, 2001, 2009, 2012, 2014 e agora em 2019. É possível ver que a banda continua consistente, merecendo admiração da audiência. Segue a bonita Blood Bound e outras como talvez a melhor música da banda, Any Means Necessary, que não poderia faltar no set list. Tocaram ainda Hector's Hymn e One Against the World com o seu refrão poderoso. Seguem Last Man Standing e Let the Hammer Fall.  Destacaria uma apresentação de violão, violão e um outro  instrumento de cordas típico. Em seguida a banda e os músicos convidados executam o tema de Game of Thrones  de autoria de Ramin Djawadi. Esse foi um momento épico e de surpresa para muitos fãs da série e da banda presentes no festival. A banda se aproxima do final da (We Make) Sweden Rock e encerrando com o clássico Hearts on Fire que teve grande participação do público com circle pits e todo tipo de agitação que pode haver.

Sabaton – Wacken – 1 de agosto de 2019


O show do Sabaton era o mais esperado do Wacken, por muitas razões: a banda é uma das headliners da edição de 30 anos do festival e comemoravam os vinte anos de atividade.
O show começa com uma introdução épica ao estilo da banda, enquanto as cortinas estavam fechadas. Exatamente: duas cortinas! As duas cortinas ressaltavam o nome da banda. Os dois palcos estavam reservados para a banda. Mas qual seria a estratégia para ocuparem o segundo palco? Essa era a dúvida de muitas pessoas que foram ao Wacken assistir o show do Sabaton.
Quando as luzes se acendem, muita pirotecnia merecendo destaque uma bateria em forma de tanque e um palco cheio de fronteiras, trincheiras e arames farpados. Um verdadeiro show. A apresentação inicia com a Ghost Division destacando uma excelente performance da banda. Joakim Brodén se destaca como um dos principais headliners do Heavy Metal da atualidade. A segunda música foi Winged Hussars do album The Last Stand.
Na audiência pode-se ver pessoas de todas as nacionalidades. O cuidado da banda em ressaltar questões históricas contribui para o grande respeito que a banda possui principalmente na Europa. Seguem as músicas: Resist and Bite, Fields of Verdun com a participação do ex-guitarrista da banda Thobbe Englund. Nesta música as chamas da caveira de boi do Wacken aparecem em grande destaque no palco.
É interessante ver a participação de dos guitarristas Chris Rörland e Tommy Johansson como backing vocals. Esta música teve a participação de Thobbe Englund, ex guitarrista da banda. Seguiram as fantásticas músicas: Shiroyama e The Red Baron. Eis então que um grande coral com vestes militares de época se posiciona no canto do palco cantando o refrão das músicas The Price of a Mile, Bismarck, Dominium Maris Baltici, The Lion From the North e Carolus Rex. Nesta última música é possível ver algumas todas de mosh pit durante a apresentação. Ocorre um intervalo e então Joakim Brodén destaca que a banda tocou no festival pela primeira vez a 11 anos atrás e que iriam fazer algo extra: 1 horas extra e que iriam tocar nos dois palcos. Mas como iriam ocupar os dois palcos? Essa era a pergunta original de toda a audiência do Wacken.
Então, de modo inovador, no palco Harder, o ex-guitarrista da banda Thobbe Englund reuniu os ex-membros da banda Rickard Sundén, Daniel Mÿhr, Daniel Mullback e executaram a música 40:1. Isto é totalmente inédito: uma reunião de ex-membros de uma banda desse modo, mostrando respeito entre a formação atual e as anteriores. Seguiram as músicas The Last Stand, Diary of an Unknown Soldier e The Lost Battalion, havendo um solo na bateria com formato de veículo militar.
Na música Far From the Fame a apresentação segue nos dois palcos, com as duas bandas e o coral. Joakim Brodén fala da paixão da banda por tanques de guerra e anuncia a música Panzerkampf e narra derrota da Alemanha na invasão a Rússia durante a Segunda Guerra Mundial. Fantástica essa música.
Sirenes ressoam nos ares e então é executado Night Witches. Muitas explosões. A bateria de Daniel Mullback dispara vários fogos de artificio. Seguem as músicas The Art of War e 82nd All the Way. A banda toca a faixa título do novo album Great War o que destaca o alto nível do novo trabalho da banda. Nesse momento dá para ver o cansaço de parte da audiência. Tocaram ainda Attero Dominatus. Depois há um intervalo e a banda retorna com o bis Primo Victoria. Em seguida a contrabaixista Tina Guo entra no palco e executa a música Swedish Pagans e já bastante relaxados, ao final da apresentação, tomam uma cerveja no palco. É momento de celebração e êxtase. Há grande satisfação por parte da banda com este momento histórico. A banda mostra-se muito agradecida à organização do Wacken  e então executam To Hell and Back com a participação de Tina Guo e os músicos nos dois palcos. Ao final uma foto oficial registrando este grande momento histórico.
Que grande noite, que ajuda a pagar cada centavo para aqueles que compareceram no Wacken. Faz grande diferença ver o Sabaton ao vivo ao invés de apenas escutar a banda. É indubitável dizer que o Sabaton está em seu auge. Difícil dizer quais os próximos passos da principal banda sueca da atualidade. Contudo, pelo status que eles alcançaram e com o lançamento do novo álbum Great War é possível reencontrá-los em muitos festivais em diferentes países. Se tiverem oportunidade, assistam este grande espetáculo.

Sabaton – Wacken – 1 de agosto de 2019


O show do Sabaton era o mais esperado do Wacken, por muitas razões: a banda é uma das headliners da edição de 30 anos do festival e comemoravam os vinte anos de atividade.
O show começa com uma introdução épica ao estilo da banda, enquanto as cortinas estavam fechadas. Exatamente: duas cortinas! As duas cortinas ressaltavam o nome da banda. Os dois palcos estavam reservados para a banda. Mas qual seria a estratégia para ocuparem o segundo palco? Essa era a dúvida de muitas pessoas que foram ao Wacken assistir o show do Sabaton.
Quando as luzes se acendem, muita pirotecnia merecendo destaque uma bateria em forma de tanque e um palco cheio de fronteiras, trincheiras e arames farpados. Um verdadeiro show. A apresentação inicia com a Ghost Division destacando uma excelente performance da banda. Joakim Brodén se destaca como um dos principais headliners do Heavy Metal da atualidade. A segunda música foi Winged Hussars do album The Last Stand.
Na audiência pode-se ver pessoas de todas as nacionalidades. O cuidado da banda em ressaltar questões históricas contribui para o grande respeito que a banda possui principalmente na Europa. Seguem as músicas: Resist and Bite, Fields of Verdun com a participação do ex-guitarrista da banda Thobbe Englund. Nesta música as chamas da caveira de boi do Wacken aparecem em grande destaque no palco.
É interessante ver a participação de dos guitarristas Chris Rörland e Tommy Johansson como backing vocals. Esta música teve a participação de Thobbe Englund, ex guitarrista da banda. Seguiram as fantásticas músicas: Shiroyama e The Red Baron. Eis então que um grande coral com vestes militares de época se posiciona no canto do palco cantando o refrão das músicas The Price of a Mile, Bismarck, Dominium Maris Baltici, The Lion From the North e Carolus Rex. Nesta última música é possível ver algumas todas de mosh pit durante a apresentação. Ocorre um intervalo e então Joakim Brodén destaca que a banda tocou no festival pela primeira vez a 11 anos atrás e que iriam fazer algo extra: 1 horas extra e que iriam tocar nos dois palcos. Mas como iriam ocupar os dois palcos? Essa era a pergunta original de toda a audiência do Wacken.
Então, de modo inovador, no palco Harder, o ex-guitarrista da banda Thobbe Englund reuniu os ex-membros da banda Rickard Sundén, Daniel Mÿhr, Daniel Mullback e executaram a música 40:1. Isto é totalmente inédito: uma reunião de ex-membros de uma banda desse modo, mostrando respeito entre a formação atual e as anteriores. Seguiram as músicas The Last Stand, Diary of an Unknown Soldier e The Lost Battalion, havendo um solo na bateria com formato de veículo militar.
Na música Far From the Fame a apresentação segue nos dois palcos, com as duas bandas e o coral. Joakim Brodén fala da paixão da banda por tanques de guerra e anuncia a música Panzerkampf e narra derrota da Alemanha na invasão a Rússia durante a Segunda Guerra Mundial. Fantástica essa música.
Sirenes ressoam nos ares e então é executado Night Witches. Muitas explosões. A bateria de Daniel Mullback dispara vários fogos de artificio. Seguem as músicas The Art of War e 82nd All the Way. A banda toca a faixa título do novo album Great War o que destaca o alto nível do novo trabalho da banda. Nesse momento dá para ver o cansaço de parte da audiência. Tocaram ainda Attero Dominatus. Depois há um intervalo e a banda retorna com o bis Primo Victoria. Em seguida a contrabaixista Tina Guo entra no palco e executa a música Swedish Pagans e já bastante relaxados, ao final da apresentação, tomam uma cerveja no palco. É momento de celebração e êxtase. Há grande satisfação por parte da banda com este momento histórico. A banda mostra-se muito agradecida à organização do Wacken  e então executam To Hell and Back com a participação de Tina Guo e os músicos nos dois palcos. Ao final uma foto oficial registrando este grande momento histórico.
Que grande noite, que ajuda a pagar cada centavo para aqueles que compareceram no Wacken. Faz grande diferença ver o Sabaton ao vivo ao invés de apenas escutar a banda. É indubitável dizer que o Sabaton está em seu auge. Difícil dizer quais os próximos passos da principal banda sueca da atualidade. Contudo, pelo status que eles alcançaram e com o lançamento do novo álbum Great War é possível reencontrá-los em muitos festivais em diferentes países. Se tiverem oportunidade, assistam este grande espetáculo.

Autoria: Julio Rezende

Bloodywood – Wacken - 1 de agosto de 2019


A banda Bloodywood participou do Wacken Metal Battle. A banda Bloodywood se apresentou no palco W.E.T. e surpreendeu pela existência de um grande público e interesse no Wacken. Podemos dizer que o Blood Wood é uma revelação da Ásia, sendo a banda originária de Nova Delhi, Índia.
A banda possui um bom repertório incorporando instrumentos (flauta e tambor) e musicalidade indiana despertando a atenção e agradando grande público que lotou o circo onde se localiza o palco W.E.T.
A banda é recentemente formada (2016) e conta com 2 vocalistas poderosos: Jayant Bhadula com e Raoul Kerr, esse com uma influência mais rap. Os dois vocalistas  se complementam perfeitamente, algumas vezes lembrando o estilo da banda Linkin Park, isto é: metal core. Merece destaque no repertório a música Endurant.
Bloodywood traz uma mensagem de engajamento com muitas questões sociais e psicológicas, como por exemplo a depressão, conforme é explorado na música Jee Veerey. A banda apresenta um mix de rap melódico entre outras influências.
Trata-se de uma banda de metal que merece de certa atenção, assim como ocorreu com outras bandas de locais improváveis que trazem elementos musicais nativos e folclóricos. Procure os vídeos dessa banda no Youtube. Será uma boa surpresa.

Comentários gerais sobre o Wacken – Julio Rezende

3 décadas de Wacken. Isso era bastante esperado. Existiam muitas questões: quais seriam as novidades? Como seria a infraestrutura de apoio...