sábado, 3 de agosto de 2019

Slayer - Wacken – 2 de agosto de 2019


O show da banda teve início ao término do Demons & Wizard que haviam tocado no palco ao lado. Isto é, já haviam alguns fãs cansados de uma maratona de shows. A caveira de boi em chamas entre os dois palcos foi acesa na apresentação anterior e dava ao show do Slayer uma cenografia toda especial.
Após a cortina cair, como parte da cenografia, havia uma flâmula translucida que cobria todo palco onde foram projetadas imagens de cruzes que rodavam até ficarem invertidas. O set que se seguiu foi: Repentless, Evil Has No Boundaries, World Painted Blood, Postmortem, Hate Worldwide, War Ensemble, Gemini (do album pouco conhecido Undisputed Attitude – 1991), Disciple, Mandatory Suicide, Chemical Warfare, a pouco conhecida Payback. O repertório ainda teve muitas boas músicas como: Temptation, Born of Fire, Seasons in the Abyss, Hell Awaits, South of Heaven, Raining Blood, Black Magic, Dead Skin Mask e encerrando com a avassaladora Angel of Death.
Pode-se dizer que o repertório do Slayer foi bem variado cobrindo toda a história da banda, sendo a apresentação mais esperada da noite. Para alguns fãs, como eu, era a banda preferida do festival.
Merece destaque no Wacken o suporte cenográfico de explosões e chamas, o que dá uma vida especial para algumas apresentações. No palco haviam chamas que se cruzavam formando uma cruz invertida, entre outros efeitos performáticos.
Tom Araya, um dos melhores headliners do mundo, mostrou-se disposto durante a apresentação. Merece destaque de uma das guitarras de Gary Holtz, já no final do show, com um adesivo dizendo Hannemann Still Reining, uma menção e lembrança ao legado do guitarrista e compositor Jeff Hanneman. Todos devem a Hanneman, um dos maiores compositores do Heavy Metal.
Posso dizer que o final do show foi meio melancólico, com os membros de pé no palco com as luzes acesas, como uma expressão de tristeza e lamentação, por a banda já ter dado tudo o que podia ter dado em termos de processo criativo. Diferentes de outros formatos de apresentações, no Wacken não há espaço para músicas extras. O tempo é todo contado, de modo a não atrasar as outras apresentações. Ficou a expectativa de mais, como um desejo que esta banda tenha vida longa e que esta não seja um dos últimos shows da Final Tour. A promessa é que a banda termine, após uma longa tour de shows em muitas cidades em quase todos os continentes.

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